Notas do Capítulo: Bem pessoal, estou muito triste por ter que deixar essa fic, mas estou feliz por terminá-la. Muito obrigada a todos que acompanharam e a todos que leram. Boa Leitura e até uma próxima. xx
Dez anos haviam se passado desde a minha entrada na ONU.
O mundo havia voltado a
ser o que era antes. Ok, um pouco mais futurístico e com melhores condições de
vida graças aos superiores.
Não existia mais nenhuma
ameaça interplanetária, não importa qual fosse o planeta.
Não éramos mais uma
colônia dos superiores, tínhamos pegado a Terra de volta e era assim que tinha
que ser.
Abigail era presidente dos
Estados Unidos e ninguém queria tirá-la do cargo.
Minha última missão tinha
sido em uma cidade do planeta de Lex, não me lembro bem qual era... Sei que
voltei porque estava passando mal.
Quando cheguei de volta da
viagem, fui até o espelho e levantei a camisa, vendo minhas costas, e lá
estavam, pequenos botões de flor, nascendo em galhos secos.
[...]
Lex estava sentado ao
piano que tinha na sala enquanto eu preparava o jantar.
Ele tocava Castle On A Cloud e eu murmurava a letra
da música.
- Cante mais alto, amor. - Ele pediu.
Cantei mais alto e assim
que a música terminou eu suspirei e sorri.
Então Lex veio por trás de
mim e me abraçou pela cintura.
- Amo quando você canta. –
Ele falou, beijando meu pescoço em seguida.
- Obrigada. – Falei.
- Lembro que a primeira
vez foi numa caverna. – Ele falou.
Eu ainda estava sorrindo.
Ele levantou minha blusa e
viu as flores desabrochando em minhas costas.
- As tatuagens estão
florescendo... Tem alguma coisa pra me contar? – Ele falou.
Olhei para ele, sorrindo.
- Estamos esperando alguém...
– Falei.
Ele me pegou no colo e me
girou no ar. Quando me colocou no chão de novo, me deu um beijo lento.
- Há quanto tempo sabe?
- Desde a semana passada,
quando os primeiros botões surgiram nas minhas costas.
Ele sorriu. Estávamos
abraçados, os corpos colados, tão perto um do outro que eu tinha que olhar para
cima para olhar dentro dos olhos dele. Ele me deu um beijo na ponta do nariz.
- Você vai estar com
barriguinha no casamento de Josh.
- Ah, mas eu acho isso tão
fofo. – Falei, mordendo o lábio e olhando para o teto.
- É... Realmente.
- Lembrando que Dakota
também está grávida, não vai ter problema.
Ele sorriu.
- Quero só ver quando essa
criancinha nascer... Se for igual à mãe estou ferrado.
- Se for igual a qualquer
um estamos ferrados, somos traidores não se lembra?
- É... Realmente, essa
criança vai ser um perigo.
Ele me levou até o piano e
começou a tocar Truly, Madly, Deeply uma
música que eu ouvia quando era criança, de uma boyband chamada One Direction.
Tínhamos achado vários CDs e letras de músicas em alguns destroços pelo mundo,
o que foi divertido de ouvir e ver.
[...]
Dois meses depois do
casamento de meu irmão, o pequeno Max nascera.
Um mês depois, quem
entrava em trabalho de parto era eu.
Ela não foi muito difícil
pra nascer, afinal, ela chutava tanto que eu achava que ela queria sair logo
daquele buraco.
Quando ela veio para meus
braços, pude ver que as minhas tatuagens haviam nascido nela também.
- Olha o que você fez Lex.
– Falei, sorrindo.
- Ah, é uma plantinha. –
Ele falou rindo.
Ele me olhou, mas não
desviei os olhos dela. Ela tinha os olhos abertos olhando pra mim. Os olhos
eram azuis esverdeados iguais aos do pai.
- Já sei o nome que
podemos dar a ela. – Lex falou.
- Qual?
- Vamos colocar o nome
dela de Connie, o que acha?
Eu parei pra pensar.
Onde quer que ela esteja,
minha mãe já estava orgulhosa de mim.
E eu tinha o nome perfeito
para minha filha.
Uma mestiça. Filha de uma
humana traidora com um superior traidor que salvaram o mundo.
- Não... O nome dela vai
ser Hope.
Hope Thompson.
Hope.
A Esperança.
FIM.
Nenhum comentário:
Postar um comentário