sábado, 12 de outubro de 2013

Epílogo

Notas do Capítulo: Bem pessoal, estou muito triste por ter que deixar essa fic, mas estou feliz por terminá-la. Muito obrigada a todos que acompanharam e a todos que leram. Boa Leitura e até uma próxima. xx

Dez anos haviam se passado desde a minha entrada na ONU.
O mundo havia voltado a ser o que era antes. Ok, um pouco mais futurístico e com melhores condições de vida graças aos superiores.
Não existia mais nenhuma ameaça interplanetária, não importa qual fosse o planeta.
Não éramos mais uma colônia dos superiores, tínhamos pegado a Terra de volta e era assim que tinha que ser.
Abigail era presidente dos Estados Unidos e ninguém queria tirá-la do cargo.
Minha última missão tinha sido em uma cidade do planeta de Lex, não me lembro bem qual era... Sei que voltei porque estava passando mal.
Quando cheguei de volta da viagem, fui até o espelho e levantei a camisa, vendo minhas costas, e lá estavam, pequenos botões de flor, nascendo em galhos secos.

[...]

Lex estava sentado ao piano que tinha na sala enquanto eu preparava o jantar.
Ele tocava Castle On A Cloud e eu murmurava a letra da música.
- Cante mais alto, amor. - Ele pediu.
Cantei mais alto e assim que a música terminou eu suspirei e sorri.
Então Lex veio por trás de mim e me abraçou pela cintura.
- Amo quando você canta. – Ele falou, beijando meu pescoço em seguida.
- Obrigada. – Falei.
- Lembro que a primeira vez foi numa caverna. – Ele falou.
Eu ainda estava sorrindo.
Ele levantou minha blusa e viu as flores desabrochando em minhas costas.
- As tatuagens estão florescendo... Tem alguma coisa pra me contar? – Ele falou.
Olhei para ele, sorrindo.
- Estamos esperando alguém... – Falei.
Ele me pegou no colo e me girou no ar. Quando me colocou no chão de novo, me deu um beijo lento.
- Há quanto tempo sabe?
- Desde a semana passada, quando os primeiros botões surgiram nas minhas costas.
Ele sorriu. Estávamos abraçados, os corpos colados, tão perto um do outro que eu tinha que olhar para cima para olhar dentro dos olhos dele. Ele me deu um beijo na ponta do nariz.
- Você vai estar com barriguinha no casamento de Josh.
- Ah, mas eu acho isso tão fofo. – Falei, mordendo o lábio e olhando para o teto.
- É... Realmente.
- Lembrando que Dakota também está grávida, não vai ter problema.
Ele sorriu.
- Quero só ver quando essa criancinha nascer... Se for igual à mãe estou ferrado.
- Se for igual a qualquer um estamos ferrados, somos traidores não se lembra?
- É... Realmente, essa criança vai ser um perigo.
Ele me levou até o piano e começou a tocar Truly, Madly, Deeply uma música que eu ouvia quando era criança, de uma boyband chamada One Direction. Tínhamos achado vários CDs e letras de músicas em alguns destroços pelo mundo, o que foi divertido de ouvir e ver.

[...]

Dois meses depois do casamento de meu irmão, o pequeno Max nascera.
Um mês depois, quem entrava em trabalho de parto era eu.
Ela não foi muito difícil pra nascer, afinal, ela chutava tanto que eu achava que ela queria sair logo daquele buraco.
Quando ela veio para meus braços, pude ver que as minhas tatuagens haviam nascido nela também.
- Olha o que você fez Lex. – Falei, sorrindo.
- Ah, é uma plantinha. – Ele falou rindo.
Ele me olhou, mas não desviei os olhos dela. Ela tinha os olhos abertos olhando pra mim. Os olhos eram azuis esverdeados iguais aos do pai.
- Já sei o nome que podemos dar a ela. – Lex falou.
- Qual?
- Vamos colocar o nome dela de Connie, o que acha?
Eu parei pra pensar.
Onde quer que ela esteja, minha mãe já estava orgulhosa de mim.
E eu tinha o nome perfeito para minha filha.
Uma mestiça. Filha de uma humana traidora com um superior traidor que salvaram o mundo.
- Não... O nome dela vai ser Hope.
Hope Thompson.
Hope.
A Esperança.

FIM. 

Capítulo 32


Já estávamos morando no Norte há um ano.
Nunca mais tivera notícias de Lex, mas como minhas tatuagens continuavam em constante mudança, eu sabia que ainda estava vivo.
Josh havia começado a namorar uma superior da minha idade.
Seu nome era Dakota. Quando a conheci, ela era verde, o que me deu um pouco de medo, mas ela explicou que era porque tinha comido alguma coisa, que agora não me lembro o que, e isso era um método de defesa do corpo para que ela não passasse mal.
Dakota cuidava de Nik como se fosse sua própria filha e eu nunca vira Josh mais feliz.
O braço mecânico de meu pai era muito mais eficiente que o braço que fora arrancado. Finalmente ele pode terminar a faculdade de medicina e atuar no hospital das províncias.
Abigail me ofereceu uma cadeira na ala de historiadores mundiais, dizendo que eu seria seu braço direito na ONU, eu disse que precisava pensar.
Para mim, o mundo tinha voltado ao normal.
Até que um dia recebemos uma notícia.

[...]

Eu e Josh estávamos acampando em um parque.
- É... Quem diria que depois de tudo aquilo, estaríamos aqui de novo? Comendo morangos em frente a um lago. – Ele falou.
- É... Vou sentir saudades de sair mesmo sendo proibido.
- Pelo menos aqui você tem creme de avelã sempre que quiser.
- Nossa está me chamando de gorda! Eu não sou assim.
Nós rimos.
O silêncio tomou conta do lugar, sendo cortado por um apito agudo.
Josh levou as mãos aos ouvido e estreitou os olhos.
- O que é isso?
- Não sei.
Olhei para cima e uma nave vinha na direção do lago.
- Corre Kat, anda!
Josh me ajudou a levantar e nós corremos para que a nave caísse.
- Cápsula. – Josh falou.
Era uma cápsula de emergência e cápsulas não tinham como aterrissarem, elas simplesmente caíam.
- Eu vou.
- De novo Kat?
- Acho que não devemos mais fazer piqueniques perto de lagos. – Falei, sorrindo.
Andei até o lago e escalei na cápsula.
Meus olhos logo se encheram de lágrimas.
- Josh me ajuda aqui! – Gritei.
Ele veio correndo.
- Cara... Ele realmente não tem sorte nunca!
Abrimos a capsula e tiramos Lex de lá.
- Muito obrigado, eu estava preso. – Ele falou.
Os olhos dele encontraram os meus.
Eu pulei, com os braços enroscando em seu pescoço.
- Você nunca mais vai sair de perto de mim. – Falei, enchendo sua boca de selinhos.
- Nossa, como vocês são melosos. – Josh falou, fazendo com que eu parasse e corasse.
- Josh.
- Lex.
Os dois se abraçaram, o que eu achei estranho de início, mas depois sorri.
- Como sabia que estávamos aqui? – Josh falou.
- As costas da Kat.
Sorri. Era por isso que as tatuagens incomodavam de vez em quando.
Lex pulou da capsula e pulamos logo atrás.
- Tem alguém que vai querer falar com você. – Falei.

[...]

Levei Lex até Abigail, logo os dois estavam falando termos que eu nunca ouvira falar antes.
- Tenho uma pergunta a fazer, seu pai, era ele que organizava os ataques não era? – Abigail chegou ao ponto que eu queria chegar, mas estava com medo de perguntar.
- Sim, era ele mesmo.
- O que aconteceu depois da explosão?
- Bem, eu o apaguei antes de Kat explodir a base. Eu sabia que ele não resistiria a uma explosão e morreria. Eu o apaguei e fiz de tudo para conseguir me teletransportar para o meu planeta. Sabia que era um esforço muito grande e que se eu conseguisse, provavelmente chegaria morto ou quase isso.
- E você conseguiu? – Perguntei.
- Bem... Mais ou menos, eu tive que tentar três vezes, o que acabou com a minha energia. Quando finalmente cheguei ao meu planeta, me levaram direto para uma enfermaria.
Abigail olhou pra mim.
- Seu namorado é sensacional, prima.
- Espera... Prima? – Lex falou.
- Abigail é sobrinha da minha mãe.
Lex sorriu.
- Sua família não acabou Kat. – Ele falou, passando o braço em volta da minha cintura.
Eu sorri, era a primeira vez que eu pensava nisso.
- Vou dispensar os dois... Ficaram um ano sem se ver, vão aproveitar.
Lex me deu a mão e começamos a andar pela cidade.
- Me desculpe. – Ele falou.
- Pelo que?
- Eu não estava aqui o seu aniversário de vinte e dois.
Revirei os olhos e o abracei.
- Não precisa disso.
- Você sabia que eu estava vivo?
- Sabia, quando minhas costas doíam, eu sabia que era você.
Ele sorriu.
- Quer ver a filha do Josh?
- Josh tem uma filha?
- Bem, mais ou menos. Uma superior tinha acabado de dar a luz alguns minutos antes da explosão e me entregou a filha.
Ele voltou os olhos para o chão.
- Nem tudo saiu como a gente planejou. – Ele falou.
- Mas está tudo bem.
Ele me olhou e sorriu.
- Vem, vou te apresentar a ela.
Levei Lex até Dakota, que estava com Nik no colo.
- Dakota. – Falei, sorrindo.
- Oi Kat. Então, esse é o famoso Lex.
Lex corou.
- Posso? – Perguntei, pegando Nik no colo.
Olhei para Nik, que sorriu.
- Tia Kat. – Ela falou, a voz era a coisa mais doce do mundo.
- Oi pequena, olha... Esse é o tio Lex.
- Tio Lex?
- Isso mesmo. – Lex falou, sorrindo.
Ela foi para o colo de Lex e ficou brincando com seus cachos.
Eu ri quando ela puxou o cabelo dele e ele fez uma careta.
- Nik, não faça isso. – Dakota falou, prendendo uma risada.
Peguei Nik e a devolvi à Dakota.
Voltamos a andar pela cidade e mostrei onde eu morava.
Uma casa de dois andares que dava para a rua.
- Que linda.
- É... Mas é bem solitária.
Lex me olhou.
- E Josh? E seu pai?
- Josh agora mora com Dakota e Nik, o que eu acho ótimo, afinal, ele se considerava sem família graças à mãe dele. E Aleck viaja de um lado para o outro, agora que é médico.
- E eu?
Dei um soco de leve em seu braço.
- Você estava desaparecido seu bobo! – Falei, rindo.
Vi o carro de Abigail se aproximando.
- Kat, Lex, temos duas vagas no ONU, e estou pensando em colocar os dois.
- A minha ainda é a mesma? – Perguntei.
- Sim. – Ela falou. – Lex, a sua é acordos intraestrelares. E aí o que me dizem.
Olhei para Lex.
- Eu topo. – Falei.
- Estamos dentro Abigail.
Abigail sorriu.
- Espero os dois amanhã de manhã no edifício central para resolvermos a situação das Províncias do Sul, vamos tirar as pessoas daqueles buracos de minhoca.
Abigail arrancou com o carro.
- A gente podia se casar não é? – Lex falou, como se estivesse distraído olhando para o nada.
- O que? – Falei.
Ele olhou pra mim, os olhos verdes brilhado mais que nunca.
- É... A gente podia casar.
Eu pulei em seu pescoço, rindo. Ele riu junto.
- Então vamos casar. – Ele falou.

[...]

No dia seguinte, Lex me comprou um anel e fomos registrar.
Eu não queria uma cerimônia nem nada. Isso atrapalharia minhas aventuras pelo mundo, ou pelo universo.
Fomos para o edifício central e lá fomos mandados para as Províncias do Sul. Fomos eu, Josh, Lex, Abigail e Benjamin.
A lei estava decretada.
- Como parte do território americano, todos os habitantes das Províncias do Sul serão obrigados a deixar os subterrâneos e se reinstalarem na superfície. A suspeita d ameaça foi extinta e todos tem o direito a liberdade.
Isabel não pôde lutar contra o próprio filho, então os subterrâneos foram abertos e todos puderam ver a luz do sol outra vez.
Sophie foi correndo abraçar o irmão, que logo contou aos pais que estava namorando uma superior e tinha uma filha, não sei como Isabel suportou.
Finalmente tudo estava voltando ao normal.


Capítulo 31

Assim que chegamos, tomamos a decisão de ir falar com os buracos do norte, que eram bem mais liberais que o nosso buraco no sul.
- Sabia que eles têm um ponto de pouso pra naves? – Josh falou.
Olhei pelo vidro da frente. Um ponto de pouso.
Buracos? Não havia nenhum, as cidades eram pequenas, mas ainda assim eram cidades.
- Estamos mesmo nos Estados Unidos?
- Acredite se quiser Kat. – Aleck falou, sorrindo.
Peguei Nik e preparei para a aterrissagem.
Uma multidão já havia se formado um pouco longe do ponto de pouso para observar. Um homem e uma mulher com idade o suficiente para serem meus pais, pararam mais à frente.
Josh baixou a rampa e nós saímos.
Senti a respiração aliviada deles ao ver que eram humanos.
Aleck estava com o braço machucado demais e logo o levaram para o médico, junto com Nik, que precisava de cuidados médicos.
- Vocês são humanos ou mestiços? – A mulher perguntou.
- Humanos, moramos nos subterrâneos do sul. – Falei.
- Eles ainda não saíram de lá? – O homem falou.
- Eles disseram que haviam saído. – A mulher retrucou. – Quantos anos vocês têm?
- Eu tenho vinte e um e ele tem vinte e três. – Falei.
- E quando o massacre aconteceu?
- Eu tinha oito e ele dez. Alguns meses depois do massacre fomos morar no buraco.
A mulher e o homem se entreolharam.
- Nos perdoe, meu nome é Abigaill e esse é Benjamin. Somos líderes das províncias do Norte.
- São... Presidentes? – Josh falou.
- Mais ou menos isso. – Benjamin falou.
- Vamos conversar em um local mais reservado. – Abigail falou, nos dirigindo para um edifício cinza e dois andares.

[...]

O lugar era enorme.
O teto era decorado com pinturas que eu já tinha visto nos prédios de Washington quando era pequena.
- Todos são recriações... Afinal, perdemos a Casa Branca e a maioria dos prédios históricos de Washington, de bancos a museus. – Abigail falou quando percebeu que eu olhava fixamente para o teto.
- O que foi uma pena e uma grande perda. – Benjamin falou. – Pelo menos todos os arquivos conseguiram ser salvos, logo que descobrimos sobre a ameaça do ataque.
Então eles sabiam que teria um ataque, porque não avisaram.
- O nome dos cientistas que enviaram a mensagem decodificada era Connie e Matthew Thompson.
Parei de andar por um momento.
- Eram meus pais. – Falei.
Os dois olharam pra mim.
- Você é a Esperança? – Benjamin falou.
- Não, meu nome é Katheryn.
- Sim, mas na mensagem, eles disseram algo sobre, o sul ainda ter uma esperança... Uma menina, que não teria medo do que acontecesse. Você é a Esperança.
Olhei para as mãos, ainda sem poder entender. Olhei para Josh, mas ele levantou os ombros, dizendo que não sabia.
- Eles fizeram isso de propósito?
- Não, eles não sabiam que iam morrer, mas disseram que morrer seria possível. – Benjamin falou.
- Porque você tem uma nave? De onde estão vindo? – Abigail perguntou.
Contei toda a história, sobre sairmos do buraco, sobre a fome, sobre o acidente de Lex, sobre o plano, o exílio, o sequestro de Aleck e a invasão à Emperor.
Abigail e Benjamin trocaram um olhar e se voltaram para mim, com sorrisos nos rostos.
- Você é a Esperança, Kat. Salvou o planeta.
- Na verdade, não sabemos, não temos como saber se vão nos invadir de novo. – Josh falou o que já passava em minha cabeça.
- Eu só preciso que Lex volte. Só ele pode me dizer o que aconteceu com a base.
- Ele estava dentro dela quando explodiu? – Benjamin perguntou.
- Sim. – Falei.
- E como conseguiu escapar? – Ele continuou.
- Os superiores têm poderes, às vezes nem eles mesmos sabem até onde o poder pode chegar. Lex podia se teletransportar e acho que foi assim que fugiu. – Falei.
Abigail tinha a feição pensativa.
Os olhos cinza estavam fixos no chão, o cabelo loiro, quase branco era cortado reto e estava impecável, sem nenhum fio fora do lugar.
- Vocês devem estar cansados. Podem comer, logo vamos arranjar um lugar para vocês dormirem. – Abigail finalmente falou.
- Eu gostaria de ver Aleck e Nik, se fosse possível. – Falei.
- Venha, vou levá-los à ala hospitalar.
Seguimos Abigail por dentro do edifício e ela nos mostrou onde ficava o hospital.
Aleck estava sentando em uma maca, enquanto Nik terminava de ser vacinada.
- E ai pai? – Falei.
- Como eu imaginava.
- O que?
- Vão precisar amputar, ele foi esmigalhado e não tem mais como concertá-lo.
Olhei com dor para o braço de meu pai.
- Se Lex estivesse aqui...
- Ele morreria tentando consertar meu braço, Kat... Lex é poderoso, mas tem limites.
Assenti com a cabeça.
- Eles me darão uma prótese nova. Sabia que a tecnologia deles vem do planeta dos superiores?
- Como é?
- Sim. Eles me contaram toda a história.
Há dez anos, três depois do massacre, os moradores do Norte decidiram sair dos subterrâneos para ver se os superiores haviam partido. E sim, eles haviam deixado o planeta. Ele era um tipo de colônia, mas estava “livre” de ataques.
Abigail tinha 23 anos na época e Benjamin 26, eram irmãos e estavam cansados de morar em um subterrâneo escuro.
Ela resolveu fazer um acordo de paz com os superiores, dizendo que eles podiam comercializar produtos entre si. Os superiores aceitaram logo de cara e a população do Norte estava livre, podiam voltar a viver normalmente, como vivam antes.
Os irmãos foram enviados até as províncias do Sul, onde eles ainda viviam em subterrâneos onde cada subterrâneo tinha um líder.
Os irmãos convocaram uma reunião do lado de fora, onde os líderes saíram mortos de medo.
- Não há mais necessidades de viver em províncias. – Benjamin falou.
Ele contou sobre o acordo que haviam feito com os superiores, mas nenhum dos líderes do Sul apoiou. Alguns diziam que eles estavam bem, que as pessoas passavam o dia do lado de fora do buraco e só voltavam para dormir, o que Abigail e Benjamin aceitaram.
Mas outros líderes foram radicais. Isabel Campbell dizia que os superiores só estavam enganando a população e que um dia eles voltariam com todas as forças para matar todos outra vez.
- Com que finalidade nos matariam, Isabel? – Abigail falou.
- Eu não sei... Não sabemos nem de onde eles vêm e vocês fizeram um acordo comercial com eles. Os moradores da minha província serão proibidos de sair, não importa com qual circunstância. Ninguém entra ou sai da minha província.
- Isabel... Já se passaram três anos...
- Não importa Abigail... Você ainda é muito nova para entender que eles podem ser uma ameaça.
- Eles não são uma ameaça Isabel, não mais.
- Não venha com essa conversa de integrante da ONU... Sabe muito bem o que aconteceu com sua tia Connie e com seu tio Matthew. Eles não estariam orgulhosos de você agora.
Abigail se calou e se virou. Os três anos não foram o suficiente para que ela esquecesse que os tios tinham morrido de uma maneira brutal.
Abigail se virou para Isabel.
- Eles estariam orgulhosos sim... Se estivessem aqui, ajudariam a libertar o Sul e não fariam o que você está fazendo. Bem... Se está se recusando a fazer o pacto de paz, acho que devemos dividir o país.
Então os Estados Unidos foi dividido. A parte livre continuava com o mesmo nome, mas a que recusou o acordo foi chamado de Províncias do Sul.
Abigail e Benjamin eram meus primos. Por isso que eles mandaram a mensagem para Abigail... Ela trabalhava para a ONU e saberia o que fazer com a informação.
- Quer dizer que somos de outro país? – Falei.
- É... Isabel estragou o que poderia ser um mundo muito melhor. – Aleck falou.
- Nem pense em contar isso para Josh, é provável que ele odeie a mãe mais ainda. – Falei.
Aleck assentiu com a cabeça.
- Kat... Está na hora de saber o que houve com seus pais.
Me sentei ao seu lado na maca e ele começou a me contar.

Como todo o massacre aconteceu.